A Osteopatia

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Ao sentir-se dores do corpo causadas por problemas nas articulações, ossos e músculos, a primeira solução que se procura, muitas vezes, é a toma de medicamentos ou a realização de cirurgias. No entanto, existem opções de tratamento menos invasivas, como a Osteopatia.

Em consulta, o profissional deve avaliar a situação do paciente por meio do relato dos sintomas e histórico pessoal. Através da realização de testes chega-se ao diagnóstico final e só depois se poderá começar a aplicação do tratamento.

O Osteopata dispõe de diversas técnicas, que variam de acordo com a condição e idade da pessoa. Torna-se, portanto, um tratamento adequado a qualquer faixa etária.

O tratamento é individualizado já que a Osteopatia tem em conta a singularidade, cada individuo é um ser único.

A osteopatia é capaz de lidar com uma sem-número de patologias, que costumam causar dores e que, em muitos casos, interferem com o dia-a-dia.

Apesar da maioria das pessoas procurar a osteopatia ser adulta ou idosa, as crianças, adolescentes e grávidas também podem optar por este tipo de tratamento.

Sendo um procedimento não invasivo torna-se uma ótima solução para quem procura alternativas.

Como atua a Osteopatia?

A Osteopatia tem como base um conhecimento pormenorizado da anatomia, a fisiologia e biomecânica, baseando na capacidade do corpo de se autorregular. 

Dica CEFAD a osteopatia

Usando a expressão de Still, fundador da Osteopatia, “Find It, Fix It, and Leave It Alone”, portanto, o osteopata deverá encontrar o problema, resolvê-lo e permitir que o corpo, com as suas capacidades, se autorregule.

Um dos princípios em que a Osteopatia se baseia diz-nos que a estrutura pode comprometer a função e vice-versa. Assim, quando, por posturas desadequadas, trabalho repetitivo ou até mesmo sedentarismo, a estrutura cria um bloqueio, a mobilidade e funcionamento encontra-se comprometido.

A perda de mobilidade da estrutura óssea e muscular produzem dores e limitações que interferem com o quotidiano da pessoa. Usando as técnicas adequadas a cada caso, o Osteopata, restabelece a mobilidade e reequilibra o sistema músculo-esquelético, permitindo o retorno do sistema à normalidade.

Por exemplo, quando alguém se apresenta em consulta com uma dor ciática e, após todo o processo inicial de avaliação, o Osteopata irá realizar manobras por forma a minimizar os sintomas causados por esta condição.

Quais as áreas de atuação da Osteopatia?

Podemos definir algumas áreas dentro da Osteopatia, nomeadamente, estrutural, pediátrica, visceral, sacrocraniana e obstétrica.

Osteopatia Estrutural

A Osteopatia estrutural atua sobre os sistemas muscular, ósseo e ligamentar tendo diversas técnicas à disposição desde mobilizações até ao famoso “estalar”, técnicas de thrust. Pode ser aplicada em qualquer faixa etária à exceção dos bebés ou em pessoas com algum tipo de patologia óssea, como por exemplo, a osteoporose. No entanto, mesmo para estas pessoas, existem um conjunto de outras técnicas que poderão ser aplicadas, tornando-se assim uma terapia passível de ser usada por todos.

Osteopatia Obstétrica

A osteopatia obstétrica pode ajudar a restabelecer o equilíbrio durante a gravidez promovendo uma boa mobilidade pélvica e diminuindo dores lombares ou infracostais, sendo fundamental durante toda a gravidez e na preparação para um parto o mais natural possível.

Osteopatia Pediátrica

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A Osteopatia pediátrica é uma área muito importante pois tanto na gestação como no parto o bebé pode adotar posicionamentos e sofrer pressões que afetem a mobilidade e correto funcionamento das suas estruturas. 

Os casos mais frequentes, em pediatria, são os torcicolos, a plagiocefalia, as cólicas e o refluxo. Em crianças e adolescentes é frequente as alterações da marcha, os desvios posturais e as escolioses.

Osteopatia Visceral

A osteopatia visceral tem como objetivo melhorar o funcionamento dos órgãos e vísceras, tentando estabelecer uma boa relação entre eles, entre o sistema estrutural e o sistema nervoso. Através das manobras de tratamento, libertam-se aderências e fixações que podem dificultar a irrigação sanguínea dos órgãos afetados, tendo uma importância fulcral para a melhoria da função dos mesmos e a diminuição das queixas a nível físico.

Sacrocraniana

A sacrocraniana foi desenvolvida pelo Dr. William G. Sutherland e tem como objetivo avaliar e tratar alterações do sistema sacrocraniano, sistema que compõe crânio, sacro e todas as estruturas inerentes a estes. De todas as técnicas é a mais suave pois pressupõe que o Osteopata realize movimentos com uma pressão de cerca de 5 grama. É uma técnica muito usada para enxaquecas e cefaleias.

Exemplos de aplicações da Osteopatia

Como referido anteriormente, a Osteopatia é um método terapêutico para o tratamento da dor, falta de mobilidade e lesões osteoarticulares.

As duas queixas mais frequentes no adulto são as dores cervicais, cervicalgias, e dores lombares, lombalgias.

Quaisquer que sejam as queixas, através, da avaliação inicial, o osteopata, irá procurar a raiz do problema.

Por exemplo, uma senhora de 45 anos, secretária, com queixas ao nível da cervical. Tentar-se-á entender, por meio do histórico pessoal, se as queixas são de origem muscular, articular ou até por compressão de raízes nervosas.

Quanto ao número e sequência de tratamentos, vai depender do caso e há quanto tempo está instalado o problema. Pode variar entre uma vez a cada três meses, uma vez por mês, uma vez a cada quinze dias ou em casos mais complexos uma vez por semana.

Não deixe de procurar um especialista qualificado para acompanhar a sua situação pois há sempre uma alternativa para a sua situação.

O que distingue a Osteopatia de Fisioterapia e Quiroprática

Muitas vezes se coloca a questão de que forma se podem distinguir as diferentes abordagens manuais.

A Osteopatia e a Quiroprática foram ambas sistematizadas no fim do século XIX nos E.U.A.  A quiroprática, centra-se em especial na manipulação na coluna vertebral, utilizando técnica de alta velocidade, thrust, sem trabalhar o sistema muscular e fascial. No que diz respeito à osteopatia é tudo em conta o sistema apendicular membros superiores e inferiores.

A osteopatia e fisioterapia são ambas especialidades indicadas no tratamento de patologias músculo-esqueléticas que usam técnicas manuais.

Para a sua atuação clínica, em ambos os casos, os profissionais são dotados de formação anatómica, fisiológica e patológica.

A grande diferença reside na forma de encarar a patologia. Na osteopatia o corpo é tido como uma unidade, podendo ser necessário tratar outras áreas anatómicas além da área afetada. 

Em contrapartida, a fisioterapia incide, maioritariamente, sobre a área afetada, dispondo, também, de tecnologia auxiliar (radiofrequência, electroestimulação, termoterapia e laser).

No que diz respeito a estas duas últimas, são técnicas complementares. A título de exemplo, consideremos um problema no ombro. No caso de uma pessoa apresentar perda de mobilidade, normalmente, relatado com sensação de estar preso será recomendável osteopatia. Se o ombro se apresentar luxado, “saiu do sitio”, será indicado fisioterapia para a reabilitação e reforço muscular.

Considerações Finais

A Osteopatia dispõe de diferentes técnicas, os tratamentos serão sempre adequados ao quadro clínico da pessoa.

O Osteopata deve, ainda, ter em consideração que cada individuo é diferente e, como tal, nem todos temos a mesma tolerância à dor, devendo adequar a força e intensidade do tratamento à pessoa em questão.

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Carla Mendes

Osteopata
Curso de Osteopatia, Instituto de Medicina Tradicional, Lisboa

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