Libertação Miofascial

A libertação miofascial é uma das terapias mais eficazes para o alívio da dor, melhoria da mobilidade e recuperação funcional do corpo. Este curso foi desenvolvido para profissionais e apaixonados pela área da saúde e bem-estar que desejam dominar uma técnica inovadora e cada vez mais procurada.

O que é a Fáscia e por que é tão importante?

A fáscia é um tecido conjuntivo que envolve todas as estruturas do corpo, músculos, tendões, ligamentos, ossos, nervos, órgãos e até o cérebro e a medula. Antigamente considerada apenas um tecido de separação, hoje sabemos que a fáscia forma um sistema fascial dinâmico e interligado, essencial para a transmissão de forças, equilíbrio e movimento do corpo.

Quando há alterações ou bloqueios na fáscia, surgem dores, rigidez, perda de flexibilidade e até limitações funcionais. Essa condição é conhecida como disfunção miofascial, muitas vezes causada por má postura, sobrecarga, lesões ou stress físico e emocional.

A libertação miofascial é uma técnica em forte crescimento, reconhecida por ser suave, indolor e altamente eficaz. Profissionais que dominam estas técnicas destacam-se no mercado de terapias manuais, fisioterapia, massagem desportiva e treino funcional.

“A fáscia é a rede de conexão que une, separa, envolve e dá coesão ao corpo humano como um todo.” – Thomas Myers (2014)

Programa: 20 horas

1.Anatomia e fisiologia do sistema fascial

1.2.Biomecânica do sistema fascial

1.3.Conceitos fasciais: tixotropia, efeito piezoelétrico, tensigridade

1.4.Relação do sistema fascial com o sistema nervoso

2.1. Dor miofascial e síndrome de dor miofascial

2.2. Patologias mais comuns: pontos gatilho, fascite, fibromialgia

2.3. Definição do conceito de libertação miofascial

2.4. Indicações e contraindicações

3.1. Palpação da fáscia cervical, dorsal, lombar, membros superiores, membros inferiores,
cintura pélvica, cintura escapular

3.2. Avaliação da fáscia

4.1. Técnicas superficiais: deslizamento em J, deslizamento transverso, deslizamento
longitudinal, rolamento cutâneo

4.2. Técnicas profundas: mãos cruzadas, planos transversos, compressão isquémica

5.1. Rolo de espuma: definição, indicações e contraindicações, modo de aplicação

5.2. Rolo de automassagem e bolas de massagem: definição, indicações e contraindicações,
modo de aplicação

5.3. Pistola de massagem: definição, indicações e contraindicações, modo de aplicação

5.4. Ventosas: definição, indicações e contraindicações, modo de aplicação

5.5. Gua Sha: definição, indicações e contraindicações, modo de aplicação

5.6. Bandas neuromusculares: definição, indicações e contraindicações, modo de aplicação

5.7. Auto-libertação miofascial

Objetivos

  • Conhecer a anatomia e fisiologia do sistema fascial e a sua organização no corpo humano
  • Desenvolver a visão de sistema fascial como um todo e a sua conexão com o sistema nervoso
  • Explicar os princípios do conceito de libertação miofascial
  • Identificar, avaliar e palpar a fáscia nas várias partes que compõem o corpo humano
  • Desenvolver o raciocínio clínico fundamentado e orientado com base na libertação miofascial
  • Integrar técnicas miofasciais como ferramentas das terapias manuais

Libertação Miofascial

Carga Horária

20 Horas

Destinatários

Todos aqueles que tenham interesse/vocação em áreas relacionadas com a promoção da qualidade da saúde e que possuam escolaridade obrigatória.

Formato

Presencial

Saídas Profissionais

SPASs, Centros de Terapias, Institutos, Health Clubs, Clínicas especializadas de Estética, etc.

Requisitos

Escolaridade Mínima Obrigatória.

Conhecimento prévio de anatomofisiologia

Aulas Teórico-Práticas

Esta formação contém uma forte componente prática

Próximos Cursos

Neste momento não existem ações de formação agendadas.

Pedido de Informação

    A Importância da Libertação Miofascial

    A fáscia é um tecido conjuntivo composto principalmente por colágenio e fibras elásticas que circundam os músculos, nervos, ossos e órgãos. Esse tecido é continuo, ou seja, da “cabeça aos pés” e é interconectada em várias bainhas ou planos. Quando ocorre algum processo inflamatório, trauma, imobilidade e/ou sobrecarga muscular, a fáscia acaba por ficar mais restrita, ou seja, por perder sua capacidade de deslizamento.

    As restrições miofasciais são diferentes das restrições articulares, pois são consideradas mais imprevisíveis e podem ocorrer em diferentes planos e direções. O tratamento miofascial tem como base localizar a restrição e dirigir-se na direção da mesma, portanto é subjetivo e baseia-se na experiência do terapeuta.

    Algumas das causas para a restrição da fáscia são:

    Atividade física em excesso

    Má Postura

    Movimentos executados de forma incorreta

    Stress

    Ansiedade

    entre outros, podem levar a uma alteração da fáscia e tensão excessiva sobre os nervos e músculos. Como defesa, o nosso corpo cria pequenos nódulos musculares, que são chamamos de pontos gatilho.

    Nestes pontos são acumuladas toxinas que prejudicam o bom funcionamento do Sistema Músculo-esquelético, alterando a Coordenação, a Flexibilidade e a Força muscular, diminuindo assim o desempenho físico e aumentando o risco de lesão.

    Assim sendo, as técnicas devem ser aplicadas diretamente sobre a restrição miofascial, sendo sua progressão de superficial para profundo. O uso de pomada anti-inflamatória deve ser em pequenas quantidades para reduzir a fricção dolorosa, porém, sem permitir que as mãos escorreguem sobre a pele.

    Ao realizar a libertação da fáscia com a aplicação de pressão em alguns pontos musculares – Trigger Points (pode ser realizado pelo terapeuta ou a própria pessoa com recurso a um rolo de espuma ou bola pequena) que tem como objetivo maior liberdade de movimento. É por isso uma técnica de relaxamento muscular recomendada a quem pratica atividade física e que exija um relaxamento prévio ou posterior dos músculos. 

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    Sendo assim, a libertação miofascial tem sido uma das estratégias mais utilizadas quando o objetivo é manter e/ou aumentar a flexibilidade muscular e minimizar a dor crónica, a qual está relacionada ao treino de força muscular.

    Para além da eliminação das dores aquando da correção da fáscia muscular, conseguem-se muitas das vezes melhorar muitas funções do nosso corpo como o metabolismo, a respiração, a digestão e muitos, outros problemas.

    Esta abordagem permite fazer muitas coisas mais, além da eliminação da dor, uma vez que a fáscia está presente em todo o corpo.

    Seguem alguns dos benefícios da libertação Miofascial:

     Maior mobilidade (qualidade e amplitude de movimentos);

    – Redução de tecido cicatricial e aderências;

    – Diminuição do tónus dos músculos hipertónicos (demasiado duros);

    – Melhoria da coordenação;

    – Melhoria do aporte de sangue;

    – Diminuição da dor nos pontos sensíveis;

    – Efeito terapêutico;

    – Melhoria da postura;

    – Reforça a estabilidade, elasticidade e mobilidade;

    – Prevenção e redução de fibroses, densificações ou excessiva tensão;

     

    Com isso, através do artigo “Libertação miofascial aumenta a flexibilidade muscular em atletas”, foi observado que a libertação miofascial foi positiva e resultou na melhoria da flexibilidade muscular em atletas, porém não foi obtido ganho de força, potência e velocidade.

    Entretanto, os autores ressalvam a importância da elaboração de novos estudos, de modo a garantir a veracidade dos achados clínicos e de comprovar tal evidência científica. Além disso, como a liberação miofascial pode variar consideravelmente na técnica, na pressão, nos tempos e no número total de sessões, a revisão “Efeitos da libertação miofascial: uma revisão da literatura” mostrou que a libertação miofascial, sozinha ou combinada com outras terapias convencionais, pode resultar na melhoria da dor e incapacidade, aumento da amplitude de movimento e flexibilidade.

    No entanto, as pesquisas são limitadas e as evidências são baixas. A autora desta Revisão da Literatura mostra que as principais limitações entre estudos de qualificação foram os pequenos tamanhos das amostras e métodos variados dificultando a comparação direta entre as técnicas.

    Por fim, através do artigo “Effectiveness of myofascial release in treatment of chronic musculoskeletal pain: a systematic review”, foi realizada uma busca nas bases de dados, na qual foram achados 513 registros, após a seleção de artigos pelos critérios do autor, apenas 8 foram considerados relevantes. A sua conclusão mostra que atualmente as evidências da libertação miofascial na dor crónica baseiam-se apenas em alguns estudos. Apesar de ser possível a melhoria na dor e na funcionalidade, os resultados não ultrapassam a diferença clínica significativas entre o controle e a intervenção e apresentam um alto risco de recidiva.

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    Daniela COsta
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